Se você nota que suas mamas perderam a firmeza, a aréola está mais baixa ou o contorno mudou após a gestação, amamentação ou emagrecimento, a mastopexia pode ser uma solução. Também conhecida como lifting de mama, essa cirurgia reposiciona o tecido mamário e a aréola, buscando um aspecto mais elevado e harmonioso — sem necessariamente aumentar o volume.
Muitas pacientes me procuram justamente nessa fase: após terem filhos ou passarem por mudanças importantes no peso. É um momento em que o corpo mudou, e elas buscam recuperar a autoestima e o bem-estar. Na minha prática, o que mais valorizo é entender a história de cada uma, os objetivos e planejar um resultado natural e proporcional ao seu corpo.
O que é a ptose mamária e por que ela acontece
A ptose mamária é o termo técnico para a queda das mamas. Ela acontece quando o mamilo e a aréola ficam abaixo do sulco mamário (a dobra natural sob a mama), e o tecido perde a sustentação. As principais causas incluem:
- Gestação e amamentação: o aumento de volume durante a lactação seguido pela redução após o desmame costuma deixar a pele mais flácida e o tecido com menos firmeza.
- Emagrecimento: quando há perda de peso significativa, a gordura mamária diminui, mas a pele pode não retrair na mesma proporção.
- Envelhecimento natural: com o tempo, o colágeno e a elastina da pele se degradam, e a sustentação diminui.
- Genética e tamanho das mamas: mamas maiores e mais pesadas tendem a cair mais ao longo dos anos.
Estudos sugerem que a gestação, as mudanças de peso e o envelhecimento são os principais fatores associados à ptose, afetando tanto a estrutura interna da mama quanto a elasticidade da pele.
Os graus de ptose: como saber se você precisa de mastopexia
Na avaliação, utilizo a classificação de Regnault, que é uma referência para graduar a ptose mamária. Ela me ajuda a definir o melhor plano cirúrgico para cada paciente:
- Grau I (leve): o mamilo está na altura do sulco mamário ou um pouco abaixo (até 1 cm).
- Grau II (moderada): o mamilo está de 1 a 3 cm abaixo do sulco, mas ainda acima do ponto mais baixo da mama.
- Grau III (acentuada): o mamilo está mais de 3 cm abaixo do sulco ou no ponto mais baixo da mama, apontando para baixo.
- Pseudoptose: o mamilo está na altura do sulco ou acima, mas o tecido mamário caiu abaixo da linha — comum após amamentação.
Durante a consulta, avalio não só o grau de ptose, mas também a qualidade da pele, o volume mamário, a posição da aréola e suas expectativas. Isso me permite desenhar um planejamento individualizado e seguro.
Mastopexia com ou sem prótese: qual a diferença
Uma dúvida muito comum é se é necessário colocar prótese junto com a mastopexia. A resposta depende do seu caso.
Mastopexia isolada pode ser indicada quando há ptose, mas o volume mamário está preservado ou é suficiente. Nesse caso, a cirurgia remove o excesso de pele, reposiciona a aréola e remodela o tecido glandular, buscando firmeza e contorno sem aumentar o tamanho da mama.
Mastopexia com prótese pode ser recomendada quando, além da queda, há perda de volume — o que é frequente após a amamentação ou emagrecimento. A prótese preenche o polo superior (a parte de cima da mama), proporcionando um contorno mais cheio e projetado. O resultado final varia de pessoa para pessoa.
Tendências observadas em congressos internacionais, como os da ISAPS, apontam que cada vez mais mulheres optam por resultados naturais e proporcionais, com ou sem prótese, valorizando a harmonia com o corpo e o conforto no dia a dia.
Tipos de cicatriz na mastopexia
A cicatriz é uma preocupação legítima, e costumo explicar às pacientes que ela é inerente ao procedimento de correção da ptose. A boa notícia é que, com a técnica adequada e cuidados no pós-operatório, as cicatrizes tendem a clarear e ficar mais discretas com o tempo.
Os principais tipos de incisão são:
- Periareolar: ao redor da aréola. Pode ser indicada para ptoses leves, com cicatriz mais discreta.
- Vertical (ou “lollipop”): ao redor da aréola e uma linha vertical até o sulco. Usada em ptoses moderadas.
- Em “T” invertido (ou “âncora”): ao redor da aréola, vertical e horizontal no sulco. Reservada para ptoses mais acentuadas e quando há grande excesso de pele.
Escolho a técnica de acordo com o grau de ptose, a qualidade da pele e o resultado que buscamos. Técnicas modernas, como o uso criterioso de materiais de suporte (malhas bioabsorvíveis) em casos selecionados, podem auxiliar na sustentação a longo prazo, mas a indicação deve ser individualizada.
Como é a recuperação da mastopexia
A mastopexia é realizada sob anestesia geral, em ambiente hospitalar, e dura em média de 2 a 3 horas, dependendo da complexidade. Após a cirurgia, a paciente fica internada por algumas horas ou até o dia seguinte, conforme o caso.
Nos primeiros dias, pode ocorrer desconforto e inchaço. Prescrevo medicação para controle da dor e oriento o uso de sutiã cirúrgico, que deve ser mantido por cerca de 30 dias. A maioria das pacientes retorna às atividades leves em 7 a 10 dias e às atividades físicas em 4 a 6 semanas.
O resultado definitivo costuma ser percebido entre 3 e 6 meses, quando o inchaço desaparece completamente e as cicatrizes começam a clarear. Acompanho cada paciente de perto nesse período, presencialmente em Curitiba ou online para quem mora em outras cidades ou países.
Mastopexia e amamentação futura
Essa é uma das perguntas mais frequentes, especialmente entre mulheres que ainda planejam ter filhos. A resposta é que a mastopexia pode afetar a amamentação futura, mas isso varia de acordo com a técnica utilizada e as estruturas preservadas durante a cirurgia.
Quando a técnica envolve incisões ao redor da aréola e reposicionamento dos ductos lactíferos, pode haver algum comprometimento na produção ou liberação do leite. Por outro lado, muitas mulheres conseguem amamentar normalmente após a mastopexia, especialmente quando os ductos principais e a inervação da aréola são preservados.
Na consulta, sempre converso abertamente sobre o planejamento familiar. Se você ainda pretende engravidar, pode ser interessante aguardar para realizar a cirurgia após a última gestação, pois novas gravidezes podem alterar o resultado obtido. No entanto, se a questão estética está impactando muito sua qualidade de vida, é possível planejar a cirurgia mesmo antes, ciente de que ajustes futuros podem ser necessários.
Perguntas frequentes
Quanto tempo após a amamentação posso fazer a mastopexia?
O recomendado costuma ser aguardar de 6 a 12 meses após o término da amamentação. Esse período permite que a mama volte ao seu volume e formato mais estáveis, facilitando o planejamento cirúrgico e o resultado final.
A mastopexia impede que eu tenha filhos no futuro?
Não impede a gestação. Porém, novas gravidezes e amamentação podem provocar mudanças no volume e na posição das mamas, alterando o resultado da cirurgia. Por isso, algumas pacientes preferem realizar o procedimento após completarem o planejamento familiar.
As cicatrizes da mastopexia ficam muito visíveis?
As cicatrizes são inerentes ao procedimento, mas tendem a clarear e ficar mais discretas ao longo dos meses. A localização e o tamanho dependem da técnica escolhida e do grau de ptose. Com os cuidados adequados no pós-operatório, a maioria das pacientes fica satisfeita com a aparência das cicatrizes.
A mastopexia dura para sempre?
O resultado pode ser duradouro, mas não é imune ao tempo. Fatores como envelhecimento, oscilações de peso, novas gestações e a gravidade podem, ao longo dos anos, causar algum grau de flacidez novamente. Manter peso estável e usar sutiã adequado ajudam a prolongar o resultado.
Considerações finais
A mastopexia é uma cirurgia que pode devolver não só a firmeza das mamas, mas também a confiança e o bem-estar. Na minha experiência, cada caso é único: o que funciona para uma paciente pode não ser ideal para outra. Por isso, a avaliação presencial e uma conversa honesta são fundamentais para planejarmos juntos o melhor caminho.
Se você se identifica com os sinais de ptose mamária e quer saber se a mastopexia pode ser indicada para o seu caso, agende uma consulta. Atendo em Curitiba e também ofereço acompanhamento online para pacientes de outras regiões. Vamos construir um planejamento seguro, natural e alinhado aos seus objetivos.
Quer conversar sobre o seu caso? Agende uma avaliação presencial em Curitiba ou online, onde você estiver.
Dr. Bruno Pagnoncelli
Cirurgião Plástico — CRM-PR 23.223 | RQE 2867
Curitiba – PR
Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta
médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente por um cirurgião plástico. Resultados variam de pessoa para pessoa.